apoio cultural poderá ser realizado por entidades de direito privado e de direito público.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Entidades propõem tema para Conferência de Comunicação .

Por Lúcia Berbert
10 de fevereiro de 2009


Entidades que compõem a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicações entregaram ao consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, proposta de tema central para o evento, composição da comissão organizadora e de calendário. "As sugestões serão examinadas, mas a decisão sobre essas questões somente serão tomadas depois da publicação do decreto de convocação da conferência", disse.
Bechara adiantou que o Minicom encaminhará, ainda esta semana, a minuta do decreto ao Planalto. O tema, cronograma e comissão organizadora serão definidas em portaria, que será publicada após a convocação.

O tema proposto pelas entidades é 1ª Conferência Nacional de Comunicações: meios para a construção de direitos e cidadania. E a comissão organizadora, propõem, deve ser formada por quatro representantes do Executivo; 04 do Legislativo; um do Judiciário; 01 do Ministério Público da União; 05 empresários; 07 , de entidades não-empresariais específicas da comunicação; 05 usuários ou representantes de movimentos sociais; 02 da mídia pública e 01 da academia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Conferência Nacional de Comunicação começa a ser delineada .

08/02/2009 Candice Cresqui*
FNDC

Começa a tomar forma a primeira Conferência Nacional de Comunicação, reivindicação histórica dos movimentos pela democratização da comunicação. Na última sexta-feira (6), a Comissão Nacional Pró-Conferência deliberou quais entidades serão indicadas para integrar a organização do evento. Entre elas está o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), um dos principais atores na mobilização pela Conferência. a nominata será apresentada na próxima terça-feira (10) em reunião com o Ministério das Comunicações (Minicom).
Além do FNDC serão indicados o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitárias (Abraço), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Coletivo Intervozes de Comunicação, a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (Fitert) e o Movimento Negro Unificado, entre outras entidades. A Comissão irá sugerir como tema central para o debate na Conferência a idéia de que “as comunicações são meios para a construção dos direitos e da cidadania”.

A realização da Conferência está prevista para os dias primeiro, dois e três de dezembro de 2009. As fases municipais serão feitas até 22 de junho e as etapas estaduais de 30 de junho a 15 de setembro. Até outubro serão sistematizadas as propostas. O Executivo comprometeu-se em publicar ainda neste mês o decreto convocando a Conferência e a portaria que designará a Comissão Organizadora. A data escolhida para a Conferência refere-se ao Encontro Pró-Conferência Nacional de Comunicação, realizado no ano passado, e aos dois anos de implantação das TVs Pública e Digital no Brasil.
A definição do cronograma foi feita na última terça-feira (3) quando representantes da Comissão Nacional Pró-Conferência reuniram-se com André Barbosa, Assessor da Casa Civil para assuntos de Ciência e Tecnologia, Marcelo Bechara, Assessor Jurídico do Minicom, Gerson Luiz de Almeida Silva, secretário Nacional de Articulação Social da Presidência, Diogo Santana, assessor da Casa Civil e Sylvio Kelsen Coelho, assessor da Secretaria de Comunicação Social. Participaram ainda a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), Jeronimo Guedes, representando o deputado Walter Pinheiro (PT-BA); Márcio Araújo, assessor da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e Luiz Liñares, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI). A confirmação da Conferência foi feita pelo Presidente Lula, durante o Fórum Social Mundial, em Belém.
Para Roseli Goffman, Coordenadora de Mobilização da Executiva do FNDC e representante do Fórum e do CFP na Comissão Pró-Conferência, o próximo passo é buscar junto ao Executivo “que a Comissão Organizadora seja plural e democrática para garantir esse caráter também à Conferência”. O FNDC defende a realização de uma Conferência tripartite, com a participação da sociedade e movimentos sociais, das empresas de comunicação e do Executivo.

Confirmação mobiliza FNDC

A confirmação da Conferência determinou mobilização das entidades nacionais e comitê regionais integrantes do FNDC, que se movimentam para defender um formato democrático. Conforme o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sérgio Murillo, a convocação resulta da pressão dos movimentos sociais que, apesar da ambigüidade do governo e da clara contrariedade de alguns setores, lutam por ela há muito tempo.
Ele destaca a atuação do FNDC nessa mobilização e espera que a Conferência siga os moldes propostos pelo Fórum, conforme apontam as resoluções da última Plenária da entidade (confira aqui). O ponto central, segundo ele, deve ser o envolvimento de toda sociedade para a construção de políticas públicas de comunicação. “Normalmente, esse debate é controlado por setores burocráticos do governo, pelo empresariado e pelo parlamento com participação bastante reduzida. A grande novidade é que a Conferência pode assegurar nessa discussão a participação social”, afirma.
Coordenadora do Comitê Regional do Rio Grande do Sul, a pedagoga Cláudia Cardoso, se disse surpresa com o anúncio da Conferência. “Mas uma surpresa muito agradável. Acho que realmente o presidente Lula ouviu o clamor da sociedade. Fomos ouvidos, depois de quase dois anos de reuniões, de debates”, afirma.
Cláudia espera ver na Conferência o debate sobre uma nova comunicação, abordando todas as transformações que o setor vem passando nos últimos 15 anos. “Se a gente conseguir debater isso, mostrar como a nossa legislação é anacrônica, atrasada, e tentar atualizá-la, sairemos felizes. Precisamos mostrar novos caminhos, um novo marco regulatório, um novo marco filosófico da comunicação no país, privilegiando a informação como um direito”, defende.
Segundo a Coordenadora, o Comitê gaúcho deve realizar encontros e seminários preparatórios para a Conferência. “O FNDC tem conhecimento, tem história, tem acúmulo para mostrar porque temos que discutir comunicação, qual é a importância dela no dia-a-dia das pessoas, o que ela define, o que ela não define. O FNDC pode oferecer para a sociedade brasileira uma discussão qualificada de porque discutir comunicação no país”, afirma.
Reconhecer o processo em curso

Na opinião de Rosane Bertotti, Secretária Nacional de comunicação da CUT, a realização da Conferência representa “uma conquista da nossa capacidade de argumentação e negociação. A partir do momento que o governo Lula diz que vai chamar a Conferência ele está reconhecendo a luta dos movimentos sociais”. Para ela, é preciso reconhecer o processo já construído e tê-lo como subsídio.
“A Conferência tem como tarefa fazer uma analise geral da realidade da comunicação no país, e a partir daí, produzir novas propostas, novas políticas públicas e reformular o marco regulatório das comunicações”, sustenta. Rosane ressalta ainda a importância do envolvimento dos governos municipais e estaduais para garantir o caráter democrático e massivo da Conferência. De acordo com a sindicalista, a CUT pretende fazer um grande debate sobre comunicação com os seus sindicatos.
A necessária participação dos setores público, privado e estatal no âmbito da comunicação também é destacada por Jonicael Cedraz, coordenador do Comitê FNDC da Bahia. “Vamos sentar juntos, os representantes dos poderes legislativo, executivo, os empresários e o nosso campo da sociedade civil para definir como garantir à sociedade brasileira, nos seus diferenciais, nos seus limites e contradições, práticas de comunicação democráticas”, observa.
Para Jonicael, a Conferência deve ter como foco principal a formulação de um novo marco regulatório, mas para isso também deve garantir que campos como o da educação sejam representados. “Devemos pensar a realidade brasileira, pensar a comunicação como uma forma de contribuir para a democracia em todos os meios”. O Coordenador baiano destaca a experiência do seu estado, que realizou uma conferência estadual de comunicação como um momento importante no país. No entanto, salienta que ela não deve ser tomada como base para a Conferência Nacional, pois, além de ter tido um caráter estritamente regional, “os movimentos sociais foram secundarizados nas discussões”. A Bahia deverá produzir novamente debates municipais e estaduais para se inserir na etapa nacional.
Participação de setores discriminados
De acordo com Sheila Tinoco , coordenadora de Comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), a Conferência responde ao clamor das entidades identificadas com a luta pela por uma comunicação mais democrática, tanto as diretamente ligadas ao setor como aquelas que incorporaram em suas pautas a importância da comunicação para construção de uma sociedade democrática. Para a Fenajufe, é fundamental também a participação de setores discriminados na sociedade, como negros, homoafetivos, mulheres, portadores de deficiências, trabalhadores sem-terras, sem-teto, entre outros.Como informa a coordenadora, a Fenajufe tem mobilizado seus sindicatos para a realização da Conferência. A entidade realizou no ano passado um encontro nacional sobre comunicação, firmando como resolução participar na luta nos âmbitos nacional e estaduais.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Resolução do Encontro Pró-Conferência Nacional de Comunicação em Brasília, 02 de dezembro de 2008

Resolução do Encontro Pró-Conferência Nacional de Comunicação

Brasília, 02 de dezembro de 2008

As organizações e pessoas presentes ao Encontro Pró-Conferência Nacional de Comunicação,

  • - com o respaldo das Comissões de Direitos Humanos e Minorias,
    Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Legislação Participativa;
  • - reconhecendo a ampla representatividade deste Encontro, expresso pelas 66 organizações e 250 pessoas presentes;
  • - considerando a legitimidade e maturidade alcançada pela proposta de realização da Conferência Nacional, já debatida em 15 unidades da Federação em eventos estaduais que totalizaram mais de 14.000 pessoas;
  • - considerando que todos os segmentos empresariais, profissionais e acadêmicos da área, além de movimentos e entidades sociais participaram ativamente desse processo, caracterizando- o como democrático e plural;
  • - considerando a existência de amplo consenso entre todos os envolvidos e interessados na área, bem como não ter ocorrido no processo preparatório nenhuma objeção de nenhum setor à realização da Conferência;
  • - tendo em vista a necessidade de dar início imediato ao processo de planejamento e mobilização para que se possa realizar todas as etapas em 2009;
  • - considerando a disponibilidade de recursos do Tesouro Nacional para essa finalidade previstos no Plano Plurianual, no Orçamento da União de 2008 e na proposta orçamentária de 2009;

Declaram seu compromisso de realização da I Conferência Nacional de Comunicação, a ser convocada pelo Governo Federal, por meio de Decreto Presidencial e constituição de Grupo de Trabalho por Portaria do Ministro das Comunicações, tendo as seguintes referências.

Quanto ao calendário:

  • 1) Edição de Decreto do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocando a Conferência, e Portaria Ministerial constituindo o Grupo de Trabalho até 31 de dezembro de 2008;
  • 2) Conferências municipais ou regionais e debates temáticos até 20 de maio de 2009;
  • 3) Conferências estaduais, com caráter deliberativo, para a eleição de delegados e debate e aprovação de propostas à Conferência Nacional: 1º de junho a 14 de agosto de 2009;
  • 4) Sistematização das propostas e publicação de subsídios: até 14 de setembro de 2009;
  • 5) Etapa nacional: 3, 4 e 5 de novembro de 2009, em Brasília.

Quanto às características e propósitos

1) Que a Conferência terá caráter amplo e democrático, abrangendo representações do Poder Executivo, do Poder Legislativo, da sociedade civil e dos empresários;

2) Que sua abrangência será nacional, devendo contemplar no mínimo etapas estaduais, nas quais haverá discussão do temário, apresentação de propostas e eleição de delegados à nacional.


Quanto aos objetivos

  • 1) Identificar os principais desafios relativos ao setor da comunicação no Brasil;
  • 2) Fazer um balanço das ações do poder público na área;
  • 3) Propor diretrizes para um novo marco regulatório e para as políticas públicas de comunicação;
  • 4) Apontar prioridades de ações governamentais dentro destas diretrizes;

5) Referenciar políticas públicas, planos e projetos de organizações da sociedade civil, de empresas, instituições de ensino e pesquisa e de profissionais atuantes em comunicação nas suas diversas formas,

Quanto ao formato:

1) Seu formato será definido pelo Grupo de Trabalho (GT) a ser constituído pela Portaria do Ministro das Comunicações, assegurada a participação de representantes do poder público e da sociedade civil, profissionais, empresários, movimentos e entidades sociais, designados pelos respectivos setores;

2) Caberá ao GT definir a metodologia, a estrutura, a organização, o calendário e os temas da Conferência, firmando-os em um Regimento Interno, e coordenar a Conferência até sua etapa nacional;

3) Caberá ao Governo Federal, pelas instâncias adequadas, criar uma comissão responsável pelos encaminhamentos deliberados pelo GT até a sua etapa nacional.

Quanto à proposta temática

1) A Conferência tratará da comunicação como direito humano, especialmente no que incide sobre a soberania nacional, a liberdade de expressão, a inclusão social, a diversidade étnico-racial, sexual, cultural, e religiosa e de gênero, a convergência tecnológica e a regionalização da produção;

2) Os debates serão organizados contemplando, entre outros, os seguintes eixos: a) Meios de Comunicação; b) Cadeia Produtiva; c) Sistemas de Comunicação.

Consideram-se Meios de Comunicação a televisão aberta, rádio, internet, telecomunicaçõ es por assinatura, cinema, mídia impressa e mercado editorial. A Cadeia Produtiva abrange os processos de produção, provimento, distribuição e recepção. Os Sistemas de Comunicação se agrupam nas categorias público, estatal e privado.


José Sóter

Brasília

sábado, 29 de novembro de 2008

Associação de rádio comunitária do Estado do Tocantins será criada

27/11/08 16h14

Raimunda Carvalho

Da Redação

A Associação Brasileira de Rádio Comunitária do Tocantins (Abraço) será criada no 6 de dezembro, às 19 horas, no auditório da Fecomércio. De acordo com o diretor artístico da Rádio Rio Verde FM de Araguaçu, Edimar Rodrigues da Silva, para participar do evento já está confirmada a presença do presidente da Abraço nacional, José Luiz do Nascimento Sóter.

Silva ressalvou que as rádios comunitárias são tratadas como um impedimento às rádios comerciais. “Os demais Estados da Federação já possuem uma Abraço, com exceção do Tocantins. Precisamos buscar parcerias que apõem a Rádio comunitária no Estado”, disse.

Para participar do evento também já confirmaram presença as 47 emissoras estaduais outorgadas pelo Ministério das Comunicações e as 32 em funcionamento com licença.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Lançamento da Abraço RJ chega para fortalecer o movimento

O movimento formado por rádios comunitárias do Rio de Janeiro ganha força com a fusão da AFARC e ABRAÇO. O grande ideal é tornar o processo de reivindicação dos seus direitos à comunicação mais abrangentes e justos. As emissoras organizadas em torno da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias que agora ganha uma representante no Rio, a ABRAÇO RJ, pretendem ir às ruas e pressionar de maneira mais forte o Ministério das Comunicações que é o órgão responsável pela análise dos pedidos de concessão de outorgas. O Evento de lançamento da Associação no Rio, acontece no próximo dia 19 de dezembro de 2008, às 18h, no Palácio Capanema, Rua da Imprensa, 16, Centro do Rio. Estão sendo esperadas cerca de 500 rádios comunitárias .

No evento serão apresentadas as diretrizes da nova diretoria eleita este ano e já alguns projetos em andamento como o site de serviços, novidades da legislação e orientações para as rádios associadas. O evento vai contar ainda, com a presença de estudiosos em comunicação como a professora Patricia Saldanha que coordena a cadeira de Comunicação Comunitária da Estácio de Sá de Niterói e Tião Santos, escritor e um dos fundadores da primeira rádio comunitária do país, (Novos Rumos FM).


Para Adaucto Rodrigues – secretário-geral da Associação, a incorporação do nome ABRAÇO dará mais força ao movimento, pelo seu peso nacional. “Temos uma grande missão de lutar pela garantia da democratização da comunicação em nosso país, através da nossa ação regional, de forma ordenada. Tivemos algumas decepções com os governos que passaram por aqui, mas ainda não podemos perder o otimismo. O nosso momento é de convergência de esforços no sentido de possibilitarmos a mudança da atual legislação federal (lei 9612/98), que efetivamente constitua um avanço do Movimento de Radiodifusão Comunitária, pois o governo está chegando em sua reta final e as coisas não mudaram quase nada. O momento ,no entanto, é de esperança”, destaca Adaucto. A Sede da ABRAÇO RJ fica à Avenida Presidente Vargas, 962, sala 502, Centro do Rio de Janeiro. Tel.: 2233-4887.

SERVIÇO:

Lançamento da Abraço RJ

DIA: Sexta-feira, 19 de Dezembro

LOCAL: Palácio Gustavo Capanema:

Rua da Imprensa, 16, Centro, RJ.

HORÁRIO: 18h

18h30min: Abertura

  • Composição da mesa com os diretores Adaucto e Carlito

Por: Vinícius Lima

  • Apresentação da exposição de motivos do novo nome.

Por: Calito Vieira – diretor administrativo-financeiro

  • Apresentação das novas diretrizes da Abraço;

Por: Adaucto Rodrigues – secretário geral

  • Apresentação do site;

Por Vinícius Lima

19h: Palestra

Movimento de rádios comunitárias no país:

Palestrante: Patricia Saldanha – professora

19h30 – Perguntas do público

19h50min: Apresentação

Fala de sua participação no livro - Violência Urbana e as rádios comunitárias: Sebastião Santos – Rede Viva Rio de Rádios (REVIRA)

20h20 - Perguntas do público.

20h40min: Fechamento:

(coquetel) “Democratizar a comunicação


Para democratizar a Sociedade”.




Assessoria de Imprensa


Dine Estela

Tel.: 8570-8347

dinestela@gmail.com

abraco.rj@gmail.com


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Seminário Constituição 20 anos:Estado,Democracia e Participação Popular

Acesse o link e participe e http://www2.camara.gov.br/eventos/seminario-constituicao-20-anos-estado